Saúde nossa prioridade.
Saúde não é privilégio, nem paliativo — é direito constitucional e responsabilidade coletiva.
Estamos queimando nosso combustível?
Saúde precisa ser prioridade. Sempre.
Vivemos num ciclo de repetição: trabalhamos, cansamos, adoecemos, paramos — e recomeçamos. Férias passam rápido. O corpo, nem sempre acompanha.
Também sentimos isso, não é?
Os planos de saúde encareceram, enquanto a renda das famílias diminuiu ou ficou estagnada. Resultado: manter cobertura adequada virou privilégio. E quando o plano some, sobra o quê? Filas. Espera. Dor.
Por isso, enquanto não podemos custear tudo, prevenir é um ato de sobrevivência. Prevenção é cuidado. Com o corpo, com a mente e com a dignidade. Um povo saudável adoece menos — e o sistema respira melhor.
Quando a “coisa aperta”, a fé também sustenta. Que todo aquele que espera atendimento esteja amparado por Deus, que cura as feridas do corpo e da alma. Estamos muito necessitados, Senhor.
Pela CLT, empresas com mais de 30 funcionários devem oferecer plano de saúde. Não é favor: é direito. E quando há ambulatórios internos, todos ganham — o trabalhador, a empresa, a sociedade. Vivi isso. Sei o quanto faz diferença.
Direitos constitucionais não podem ser paliativos. ONG ajuda, sim — mas saúde pública eficiente é dever do Estado. Impostos têm destino certo: educação, saúde, moradia, segurança. Cuidar do povo é política pública essencial.
Enquanto chefes de Estado cuidam (com razão) de sua própria segurança e saúde, milhões de brasileiros seguem “voando” de um lado a outro, gastando seu combustível em busca de sustento e atendimento básico.
É preciso cobrar. Insistir. Não cansar.
Porque saúde não é luxo. É direito.
E sem ela, tudo desanda.
MângelaCastro
Outubro/2024