Ei você aí, a vida é Real!
Entre flores de ipês e silêncios de ausências, o frio do coração aprende que a vida continua, e a dor se costura — o verão quente aquece o coração, e nos segura nas mãos, sustentados por Deus.😔

Os ipês florescem em setembro, ousados que são, colorindo a cidade como quem não teme o frio — já não tão frio assim — que ainda resiste ao tempo mutante. Suas flores se espalham como um tapete pelo chão, lembrando que a vida continua mesmo quando algo em nós parece se despedaçar. É beleza pura, tal qual o branco de um Cristo Rei que vela por seus súditos amados.
Mas enquanto os ipês se vestem de festa, muitas famílias despem suas almas, vivendo o peso da ausência. Seja na sensação de derrota em suas querências, seja nas vitórias que Deus concede em nome da Sua glória, a dor chega — ora sem aviso, ora pressentida — e exige mais do que lágrimas: requer papéis, decisões, respostas difíceis. Especialmente diante dos olhos das crianças indefesas, que perguntam com inocência por que precisam ficar sem aquele abraço, sem a presença amada, versejando nestes momentos, sentimentos, sutilezas.
No contraste entre o amarelo vivo das flores, o rosa de todos os amores e o branco que enaltece a alma, no vazio da ausência, a natureza nos fala: há beleza até no tempo da perda, e nas podas que fazem brotar novos ramos. Há um ciclo que ultrapassa nosso entendimento — e um Deus que segura nas Mãos a nossa vida e o fôlego de todos nós neste trânsito momento. Torna-se importante termos na certeza do coração que até no silêncio da perda, Deus nos sustenta.” 🙏✨
📖 “Mas pergunta aos animais, e eles te ensinarão; às aves do céu, e elas te farão saber; pergunta às plantas da terra, e elas te ensinarão; e os peixes do mar te contarão. Quem dentre todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isto? Em suas mãos está a vida de todo ser vivente e o fôlego de todo ser humano.”
By MângelaCastro – 13/09/2025