Quantos acontecimentos temos experienciado em nossos dias, alguns tristes, complicados, outros decisivos cheirando a mofo, sai para tomar um solzinho...Polêmicas à parte, vale recordar: Jesus chamava Maria de “Mulher”, como era tradição do seu povo. Apenas em momentos decisivos a vemos aparecer como Mãe — entre os discípulos e aos pés da Cruz, quando Ele a confia a João.
Se teve ou não outros filhos, isso pouco altera o essencial: nós, católicos, a acolhemos como Mãe espiritual, e a fé de cada um é inviolável.
Nesta semana, entre uma pequena ousadia minha nas redes com amigos pessoais, a maioria me conhece desde menina — fotos em que me permiti ser mais mulher, mais inteira, mais livre — e uma fala do Papa Leão XIV, me fez sentir Maria mais próxima de nossa humanidade. Ela, a “menina comportada” educada na fé, e nós, mulheres que seguimos buscando liberdade sem perder a delicadeza da alma.
O Papa lembrou com serenidade:
Maria não toma o lugar de Jesus — ela O aponta.
É medianeira, não redentora. Caminho, não destino.
Mas isso só revela a grandeza de sua coragem.
Porque antes de ser símbolo, Maria foi jovem.
Assustada.
Obediente.
E assim sendo, disse “sim”.
Um sim que poderia custar-lhe a vida.
Um sim que enfrentou o julgamento de uma sociedade rígida — suavizado apenas pela justiça de José, que ousou amar acima do preconceito.
Ela encarou olhares, murmúrios, silêncios.
E continuou.
Em fé, humildade e confiança — nunca submissão.
Acolheu o Mistério com o coração aberto, e até hoje sua gestação atravessa os séculos sem explicação plena. Talvez nem precise: alguns mistérios existem apenas para nos lembrar que Deus age no invisível.
Maria não aparece para ser exaltada.
Aparece para conduzir.
Por isso é venerada: não por ser deusa, mas por ser Mulher.
Mulher que viveu a vontade de Deus quando tudo parecia contrário.
E hoje, ao pensar na nossa busca por liberdade — na mulher que somos, na que fomos, na que desejamos ser — percebo que Maria continua ensinando:
A coragem verdadeira não grita.
Ela aceita, confia e segue.
Como disse Jesus aos discípulos:
📖 João 16,12
“Ainda tenho muito a vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.”
E completou:
📖 João 16,13
“Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à verdade plena.”
A Verdade espiritual se revela aos poucos — no tempo de Deus, nunca no nosso.
Palavras de Nosso Senhor! E que assim seja! Sigamos vivenciando nossa fé, sem querer verdades, simplesmente sendo, amando, respeitando, confraternizando, e nos preparando para a festa natalícia, relembrando Maria grávida, e Jesus menino ... O mais, dependerá da consciência desperta de cada um, fazer conforme seus próprios preceitos, desde que não fira o outro... Justa justiça, se é possível no meio de nós outros, generosidade, fraternidade...
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