Bom diaaaa… Boa tarde, Boa noite mundo...
Amanheci com um café Brasil fumegando nas mãos — quase “pegando fogo”, como a avenida que ardia em cores e tambores
na majestosa Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Mas enquanto o mundo ainda ecoava batuques,
eu escutava outro som: o compasso secreto do meu próprio coração.
Há histórias que o tempo não explica —
apenas deposita em nós como sementes invisíveis.
Despertei dos sonhos com a sensação de estar diante de um grande portal.
Não sei se o atravesso em silêncio reverente ou se o fecho suavemente,
como quem encerra uma Apoteose interior.
Às vezes é memória.
Às vezes é consciência.
Às vezes é apenas um chamado que ressoa tão fundo
que por instantes me tira o chão — e me devolve ao sentir.😀
✨ Bora lá , tecer meu pobre entendimento das coisas que vejo e ouço: ___
Foi assim, que acordei nesta segunda-feira de carnaval como costumo acordar: ___em oração. Antes do som dos tamborins, busquei o silêncio. Antes das manchetes, busquei a justiça e a fé na homilia.
Depois, sim, percorri com os olhos as imagens que o Brasil inteiro assistia: desfiles grandiosos, cores vibrantes, emoções à flor da pele na Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Entre uma escola e outra, uma em especial “pegou fogo” na avenida. A Unidos do Viradouro levou para o centro do espetáculo uma narrativa social forte, uma história de vida não apenas de um, mas de muitos moradores de Niterói, do Rio de Janeiro, se estendendo a outros estados brasileiros, como a Grande São Paulo, que não por acaso, vivem brasileiros do agreste, que deixa seu "quiriri" no último pau de arara," porque a fome e o desejo de vencer na vida, não enseja a busca de títulos e diplomas, mas de amor que não se troca, não se trai, posto que se trai, ou se troca, não é amor, uma vida de trabalho árduo, e se faz representado por uma Bandeira Nordestina, que 'inda com lágrimas no coração, sai em busca de uma terra nova, novos horizontes, que nem sempre são promissores, sonhos se transformam em pesadelos, mendicâncias pelas ruas das grandes metrópoles, mas isso não deve pesar na consciência dos que conseguem com sua luta diária vencer na vida com maestria, mas trabalhar em prol desta casta social que não encontrou caminho certo, a, isso sim, é obrigação de quem tem consciência, justiça, fé e equilíbrio, a história narrada por essa escola, se inspirou nessa trajetória, um nordestino que saiu das suas dificuldades com sua família, teve sonhos, e por eles lutou, conseguiu trabalho, atravessou o chão duro das fábricas e chegou à Presidência da República, esse Homem, Luiz Inácio Lula da Silva. Foi fácil essa trajetória? Como disse Jesus a seus discípulos: ___Quem disse que seria fácil? (João 16:33). Nada, nada é fácil, mas o importante é saber que esse bom combate, nos impulsiona a esperança, e perseverança! E foi ali, entre aplausos e gritos, que minha consciência também entrou na avenida.
🎭 Torna-se impossível negar a força simbólica de uma história de superação. Um menino que conheceu a escassez em todos os sentidos, o ambiente competitivo do sindicato dos metalúrgicos — uma das engrenagens mais potentes da máquina produtiva brasileira — e não fosse só isso, ainda alcançou o cargo mais alto da nação, e diferente de muitos brasileiros cidadãos natos, e políticos, que para melhorar e se adequar aos cargos seletivos, ele NÃO precisou fazer faculdades, mas sua experiência prática: no trabalho competitivo, jeito de ser conciliador, e de direitos trabalhistas, e sindicalismo, o levou ao Maior cargo da Nação, ___Chefe de Estado, mas não ter o terceiro grau, não lhe tira a honra do cargo, eleito por três vezes! Isso, por si só, é um capítulo relevante da história social do país, quem quer, busca, e trabalha firme, vence. Uma coisa eu vos digo: 👀Tem olhos, sentidos, e sábios, que conseguem discernir os vencedores no meio de uma multidão..
O carnaval, desde sempre, é palco de memória e crítica. Já denunciou injustiças, celebrou resistências, cantou dores e esperanças. Ele não é apenas festa — é também narrativa da cultura popular.
Mas há uma linha tênue entre a homenagem histórica e o grito político explícito.
Quando a manifestação ultrapassa a arte e assume o tom de disputa, a avenida, que deveria unir pela beleza e pela cultura, passa a dividir pelo posicionamento.
🎶 Finalizando – A Apoteose é que atravessa a porteira.
Quando o último carro alegórico cruza a linha final, quando a bateria silencia e os portões se fecham, missão cumprida, cada um volta para casa com aquilo que escolheu guardar no coração.
Eu trago para cá a reflexão.
