___Entre a esperança e o choque, entre a fé e o choro manso, há despedidas que não explicam — apenas pedem silêncio, fé e permanência.
A morte não tem rosto: tem alma que se apresenta a Deus.
Não existe preparo completo para despedidas.
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Há despedidas para as quais nunca estamos prontos.
Por mais que Deus prepare o caminho,
o coração humano sempre se sente surpreendido quando o adeus chega.
Hoje amanheci assim:
orando como de costume, assistindo à missa matinal,
depositando sob o altar de Nossa Senhora de Fátima
as intenções silenciosas do meu coração.
Mas a alma… a alma amanheceu chorosa, entristecida de luto.
Vivemos, nós humanos, em constante tempo de despedidas.
E quase nunca estamos preparados.
Com grande pesar, uno-me em oração à minha norinha Ariane, à família e aos amigos, que hoje conduzem às alcovas do tempo o corpo de seu ente querido: Cesar Barroso Pinto,
o querido tio Cesar para os mais próximos.
Nos últimos dias, meu filho e eu estivemos com eles.
Foram dias de presença, convivência simples e esperança.
Ele se recuperava bem de uma cirurgia realizada de forma emergencial,
e tudo indicava novos começos.
Mas, de repente, o corpo se fragilizou…
e a vida tomou outro rumo.
Não creio em coincidências.
Creio na providência.
Às vezes, quando Deus prepara o caminho da alma,
não nos envia desafios,
mas oportunidades de encontros verdadeiros —
mesmo que breves.
Penso que, quando chega a hora da partida,
o trem da vida pode até atrasar um pouco,
mas ele chega.
E precisamos ir, independentemente de nossos quereres.
Foi assim com ele.
Já quase de alta, precisou esperar mais um tempo
na plataforma do mistério.
Acredito que os anjos do caminho preparavam, com cuidado,
o lugar de sua chegada —
e que a família, por sua vez,
foi sendo lentamente tornada mais compreensiva
neste tempo de espera,
aceitando, como pôde,
os desafios e as surpresas que a vida nos impõe.
Não é fácil.
Mas chega um momento em que precisamos entregar
a outras Mãos — também abençoadas —
a alma tão amada que segue adiante.
Partiu sem dor,
sedado, poupado do sofrimento do corpo.
Talvez um alívio para a alma…
mas um grande pesar para os que ficam.
Tio Cesar foi alegria, responsabilidade e afeto.
Deixa filhos, netos, esposa, sobrinhos, pets, amigos —
e um rastro de carinho.
Agora, com certeza, delega seus afazeres e seu zelo
aos que permanecem,
para que continuem se amando e se respeitando.
Ele segue, agora, pelos arvoredos que oferecem sombra,
pelos ventos, sementes e águas que fluem,
até encontrar o grande oceano da Vida.
Entrego sua alma à misericórdia de Deus,
sob o manto de Nossa Senhora Aparecida,
Mãe que acolhe e guarda.
By MângelaCastro — 29/01/2026
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