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domingo, 18 de janeiro de 2026

SAUDADE IMAGINÁRIA ...

___Há saudades que não têm memória,
mas habitam a alma como se sempre estivessem ali.
Talvez não seja do que vivi, mas do que sempre soube que era possível sentir. ___

Um convite, não solte o fio!! ...

Há janelas que não se abrem para fora,
mas para dentro da alma.

Hoje amanheci com uma alegria mansa no coração,

Notícias que atravessam fronteiras, trazem alívio,

respostas pras manhãs em oração ....

E ...
uma fé lagrimosa, dessas que não fazem alarde,
mas dão resposta em silêncio —
como se a missa tivesse falado direto comigo.

Nos meus despertares da vida, quase incontáveis,
muitas foram as vezes em que me debrucei
na janela da minha casa.
Desde a adolescência até a maturidade,
experimentei ali minha solitude.

E então vinha — vem ainda —

uma saudade estranha.
Não tem imagens, não tem cores definidas,
não traz sons, perfumes ou sabores, apenas o encanto

de olhar para o céu a noite e piscar no ritmo das estrelas,

ou no por do sol que lentamente se esconde trás o monte ...
É uma falta que se faz presente sem memória.

Lembro da brisa leve roçando meu rosto de menina,

Não via, mas sentia  a energia...
ainda sem compreender a vida que já se mostrava difícil.
Eu, sozinha com minhas emoções,
sem saber nomeá-las,
sem segredar os sentimentos que se entrelaçavam
como galhos, folhas e flores ao vento.

Meus pensamentos vazios.
Há apenas eu
e uma saudade que dói.
Sem história.
Sem passado.
Mas viva.

Sentir falta de algo que nunca foi vivido
pode parecer contradição,
mas aprendi com o tempo,

que é experiência comum da alma humana.
Ela nasce da memória, da imaginação
e das escolhas que ficaram pelo caminho.

É uma nostalgia antecipada, até engraçada!
Uma saudade imaginária. sentindo carinho.

A mente cria cenários, olhando para estrelas, pores do sol, 

sentindo desencontros e possibilidades
tão carregados de afeto, como nuvens trazendo consigo ventos,
que passam a doer como lembranças reais.

Muitas vezes, o que falta não é o fato, não é afeto,
mas o que ele simboliza:
o desejo de pertencer,
de amar profundamente,
de ser livre,
de ser reconhecida.

E para isso não se tem idade...

Eterna é nossa mocidade...

Talvez não seja explicado e do que não aconteceu,

mas do que a alma sempre soube
que era possível sentir. Vozes que nascem
do eco de dentro de mim, de lembranças não lembradas..

By MângelaCastro - 18/01/2026
Enviado por MângelaCastro em 18/01/2026
Código do texto: T8537388
Classificação de conteúdo: seguro

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