“Há encontros que não têm corpo,
Há palavras tão carregadas de ternura,
que atravessam o tempo.”
Reflexão para uma vida inteira ....
Volto aqui para nossas questões tão humanas e sociais: quando em meio a tensões políticas, disputas de poder e narrativas que se chocam, vidas reais seguem sendo afetadas — direta ou indiretamente. E é aqui que a reflexão se faz necessária: até que ponto nossas escolhas coletivas têm promovido justiça… ou apenas aprofundado divisões?
Essa madrugada em meio a tantas visões, imagens, que rolavam como uma película em minha mente, entre elas, vi uma grande e linda borboleta em preto e branco, com várias borboletinhas ao seu entorno, para mim, era uma Mãe Borboleta com seus filhotinhos, e diante de minha admiração, pois elas borboleteavam em volta da mãe, eu buscava chamar a atenção de quem estava comigo, para ver esse ninho de borboletas volitando em si mesmas ...
O episódio de Atos de 8 de janeiro de 2023 permanece como uma marca sensível na história recente do país. Para alguns, um atentado à democracia; para outros, um reflexo de insatisfações acumuladas. Mas, acima das interpretações, existe um ponto comum: as consequências humanas, emocionais e sociais que se estendem no tempo.
Quando penas (dosimetria da pena), discursos ou decisões ultrapassam a medida do equilíbrio — seja na percepção de uns ou de outros — surge um campo perigoso: o da ruptura silenciosa, onde a confiança nas instituições começa a se fragilizar.
Nesse mesmo cenário, a presença de lideranças — políticas, sociais ou religiosas — exige ainda mais responsabilidade.
A Igreja, há séculos, separada do poder estatal, carrega em sua missão o cuidado espiritual, não a condução partidária. Quando vozes religiosas se inclinam fortemente a um lado político, o risco não está apenas na opinião… mas na influência sobre consciências.
Neste contexto, não estou aqui querendo tomar partido, ou alegar que as "falas" que circulam nas redes sociais sejam verdadeiras e ou mentirosas, até porque tudo tem um motivo de ser, cada um, é cada um, se não concordamos com as atitudes, falamos e nos expressamos do que nosso coração e pensamento está cheio, e quando diverge na forma de pensar de um, ou outro, devíamos silenciar, e aguardar, posto que, a verdade, e a resposta de Deus, vem no tempo certo.
Com a máxima vênia, temos visto decisões e articulações do Papa Leão XIV, levantando polêmicas, requerendo reflexões. Diferente da linha mais socialmente engajada de Papa Francisco, o atual pontífice parece buscar um posicionamento mais distante de alinhamentos políticos diretos.
Talvez não se trate de “lado”, mas de medida, quando resolve por exemplo, substituições de seu alto escalão. Isto não quer dizer que esteja alheio aos problemas políticos_sociais, e religiosos como líder máximo da Igreja Católica Apostólica Romana no mundo, e claro, por assim ser, tem uma visão ampla de todo sistema, posto então, está pronto para suas resoluções, as que se adequem melhor e se encaixe com a sua governança eclesiástica, e merece respeito, na dúvida, oremos.
Tudo muda… o mundo se move… as ideias evoluem.
E, diante disso, fica uma pergunta que não acusa, apenas convida:
Por isto, há encontros que não têm corpo, mas tem presença, não têm silêncio compartilhado na mesma sala… mas têm escuta verdadeira.
E, no fim…
o que mais importa nunca foi a forma,
mas a verdade do que se troca.
