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sábado, 31 de janeiro de 2026

Num lampejo — Quando um nome atravessa o pensamento ... CRUZ DEL VALLE!

Bom dia, Boa tarde. Boa noite. 🌿 Como estão?

Me diz aí. Alguma vez, lendo algo, de repente seu pensamento dita-lhe forte um nome, que a princípio nao tem nada a ver? Então você para, e diz para si mesma: ___oi? ... como assim? Exatamente assim, enquanto lia algumas reportagens, um nome atravessou meu pensamento sem aviso, como um sopro breve e silencioso, querendo me ensejar talvez, algo que fosse mais importante, robusto, do que aquelas reportagens que não levam a lugar algum:__ Cruz del Valle, esse foi o nome que veio. Nunca havia ouvido falar. Ainda assim, ele veio inteiro, pedindo apenas escuta.

Hoje já aprendi a lidar melhor com esses lampejos. Não os apresso, não os descarto. Apenas observo. Fui então pesquisar, escrevendo exatamente como o nome me chegou, e encontrei sua ligação com a história humana, marcada por poder, disputas e memória.

Mas compreendi logo, ao ler sobre o assunto, que todos os protocolos e desejos humanos, nao tinham nada a ver, não faziam sentido depois de anos, bom, pelo menos para mim, e que o sentido daquele pensamento não era político. Era em verdade, espiritual. Apenas foi usado um nome bem próximo de nossa realidade, em maioria surreal! Afinal, chegamos em tempos que devemos ganhar tempo no tempo que já se esgota rs, refletindo melhor sobre o que realmente interessa para nossa evolução espiritual. Se ficou curioso sobre a que se referia esse nome, você pode procurar na Wikipédia, está lá completo.

Lembrei-me, e corri adaptar então, essa situação ao ensinamento de Jesus, quando questionado sobre a cobrança injusta de impostos ao povo sofrido. Mostrando a moeda, Ele respondeu com simplicidade e profundidade:

“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22:21)

Ao longo da história, a humanidade se perdeu muitas vezes em antagonismos e confusões, como em Babel, onde todos falavam, mas ninguém se entendia. Ainda assim, Deus nunca julgou seu povo pela ignorância, mas pelas atitudes. O tempo passa, os impérios caem, e novas oportunidades de discernimento sempre são concedidas.

Os homens disputam lugares, monumentos, narrativas e sepulturas. Deus, porém, não se ocupa de ossos nem de títulos. Tudo o que é material retorna à terra. O que se eleva é o espírito, levando consigo apenas a história que construiu enquanto caminhava por aqui.

Não nos cabe julgar destinos, líderes ou decisões humanas, já temos tantos problemas particulares a resolver, mas sim, buscar no discernimento que todos deveríamos ter. Cada espírito pertence a Deus, nossa consciência real e desperta, não aos homens. E será diante d’Ele que cada um responderá, não pelo lugar onde repousou o corpo, mas pelo bem que escolheu viver.

Os homens disputam túmulos.
Deus observa o coração.

Ossos ficam.
O espírito segue.

Agora, a família que Deus nos delegou, tem sim direito de escolhas, após perdermos a capacidade de decidir por nós mesmos, e que se aproxime do melhor possível, afinal, ainda somos humanos e necessitamos de símbolos, de lugares ...

By MângelaCastro - 31/1/2026





sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Lá Não Precisa de Pão: Reflexões Sobre Almas em Partida (Inspiração em José de Paula)

 Bom dia!

___Há despedidas que doem sem explicação.

___Há encontros que a alma reconhece antes do nome.
___Talvez nem tudo precise ser entendido — apenas sentido.

Concorda comigo?

Bora lá, entender um "cadinho" mais essas questões de "mistérios"?

Hoje sigo refletindo sobre o ato de partir desta estação chamada vida — quando as cortinas do palco se fecham e a alma segue viagem. Uma jornada grandiosa e infinita, pelos orbes celestes e, quem sabe, também terrenos. O universo é imenso, como nos ensinou Jesus:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas.” (João 14)

Independentemente das crenças individuais, há vida pulsando para além do que nossos olhos alcançam. Santo Agostinho já nos falava dessa interação entre dois mundos, quando deixamos a veste corporal e nos revestimos das vestes espirituais. Allan Kardec, pesquisador rigoroso e quase cético, também nos apresenta, em seus estudos, essa travessia contínua entre a Terra e o Céu.

Para compreender melhor o que a vida tenta nos dizer, muitas vezes é necessário buscar estudos sérios e responsáveis. Ainda assim, nem tudo nos pode ser revelado. O próprio Jesus advertiu seus discípulos de que nem todas as verdades poderiam ser compreendidas naquele tempo. Nossa mente, por vezes, ainda não está preparada.

Talvez por isso, o essencial seja mais simples: aprender a amar, respeitar a liberdade do outro e vigiar nossos próprios passos.
“Orai e vigiai” (Mateus 26:41) não é um convite ao medo, mas à consciência — especialmente quando surgem conflitos entre a carne e o espírito.

Shakespeare já intuía isso ao dizer:
“Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a vã filosofia.”
Se tentarmos compreender tudo racionalmente, enlouquecemos. Melhor acolher, sentir, guardar o que edifica e viver com honra, pois o bem — ou o mal — que fazemos ao outro, inevitavelmente retorna a nós.

Ontem, conversando com o pai de meu filho sobre a partida de alguém que ele sequer conheceu pessoalmente, ouvi a pergunta sincera:
Como posso sentir tanta tristeza por alguém que nunca encontrei? Por que fiquei tão emocionado?

Tentei explicar o inexplicável. Às vezes, só a poesia alcança o que a razão não explica. Como no soneto de Camões, quando descreve o amor como contradição viva — dor que não dói, ferida que arde sem se ver.

Compartilhei então uma experiência pessoal: um encontro aparentemente casual, mas profundamente marcado. Fui levada por minha irmã a um lugar onde acreditávamos que ela conversaria com alguém. No entanto, percebi que eu era o verdadeiro motivo daquele encontro. Um senhor, já próximo dos noventa anos, espírita de fé e generosidade, conversou longamente comigo, como se lesse silenciosamente tudo o que eu nunca verbalizara.

Preocupava-se com a continuidade de suas obras, com o bem que fazia. Eu lhe dizia que nada se interrompe quando se vive no amor. Ele discordava. Até que chegou o dia da despedida. Ao sair do salão onde distribuía sopas, disse-me algo que nunca esqueci:
Lá não precisa de pão. Aqui, sim.

Antes de partir, voltou-se duas vezes para mim. Na primeira, disse:
Nunca me esquecerei de você.
Na segunda:
Você pode bater. A sua batida não dói.

Fiquei em silêncio. Só mais tarde compreendi: ele tocava feridas que eu mesma não sabia nomear. Talvez sua última obra de caridade tenha sido essa — ajudar-me a me reerguer, a reencontrar-me.

Disse então ao pai de meu filho: é assim que acontece quando encontramos almas afins. Talvez de outras vidas, talvez apenas de outros tempos do espírito. Almas que estão de partida e que, de algum modo, ainda precisam nos tocar, nos acordar.

Esses encontros são mais comuns do que imaginamos. O que nos falta, muitas vezes, é despertar. Andamos distraídos, voltados apenas para nossos próprios quereres. Quando acordamos, ficamos assim mesmo — sem entender muito, mas profundamente tocados.

Vivemos tempos de festa. E há um ditado popular que combina bem com esse período de grandes avenidas da vida:

“O tempo urge na Sapucaí.”

Em verdade, pensemos bem.
É tempo, sim, de alegria.
Mas também é tempo de celebrar a vida com consciência, honrando as oportunidades que Deus nos presenteia todos os dias — antes que o desfile passe… e não volte.

__Um conselho que chegou aqui de agorinha: __ Gente, não queira passar, e ou obstaculizar, o caminho do outro, só para beneficiar seu querer, posto que, o que vem logo à frente, pode ser pior do que o obstáculo que colocou no caminho do outro... Fechou? 😉

By MângelaCastro - 30/1/2026

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

"ENTRE A PLATAFORMA E O CÉU " ...

___Entre a esperança e o choque, entre a fé e o choro manso, há despedidas que não explicam — apenas pedem silêncio, fé e permanência.

A morte não tem rosto: tem alma que se apresenta a Deus.

Não existe preparo completo para despedidas.

😪🙏💓💜

Há despedidas para as quais nunca estamos prontos.

Por mais que Deus prepare o caminho,
o coração humano sempre se sente surpreendido quando o adeus chega.

Hoje amanheci assim:
orando como de costume, assistindo à missa matinal,
depositando sob o altar de Nossa Senhora de Fátima
as intenções silenciosas do meu coração.
Mas a alma… a alma amanheceu chorosa, entristecida de luto.

Vivemos, nós humanos, em constante tempo de despedidas.
E quase nunca estamos preparados.

Com grande pesar, uno-me em oração à minha norinha Ariane, à família e aos amigos, que hoje conduzem às alcovas do tempo o corpo de seu ente querido: Cesar Barroso Pinto,
o querido tio Cesar para os mais próximos.

Nos últimos dias, meu filho e eu estivemos com eles.
Foram dias de presença, convivência simples e esperança.
Ele se recuperava bem de uma cirurgia realizada de forma emergencial,
e tudo indicava novos começos.
Mas, de repente, o corpo se fragilizou…
e a vida tomou outro rumo.

Não creio em coincidências.
Creio na providência.

Às vezes, quando Deus prepara o caminho da alma,
não nos envia desafios,
mas oportunidades de encontros verdadeiros —
mesmo que breves.

Penso que, quando chega a hora da partida,
o trem da vida pode até atrasar um pouco,
mas ele chega.
E precisamos ir, independentemente de nossos quereres.

Foi assim com ele.
Já quase de alta, precisou esperar mais um tempo
na plataforma do mistério.
Acredito que os anjos do caminho preparavam, com cuidado,
o lugar de sua chegada —
e que a família, por sua vez,
foi sendo lentamente tornada mais compreensiva
neste tempo de espera,
aceitando, como pôde,
os desafios e as surpresas que a vida nos impõe.

Não é fácil.
Mas chega um momento em que precisamos entregar
a outras Mãos — também abençoadas —
a alma tão amada que segue adiante.

Partiu sem dor,
sedado, poupado do sofrimento do corpo.
Talvez um alívio para a alma…
mas um grande pesar para os que ficam.

Tio Cesar foi alegria, responsabilidade e afeto.
Deixa filhos, netos, esposa, sobrinhos, pets, amigos —
e um rastro de carinho.

Agora, com certeza, delega seus afazeres e seu zelo
aos que permanecem,
para que continuem se amando e se respeitando.
Ele segue, agora, pelos arvoredos que oferecem sombra,
pelos ventos, sementes e águas que fluem,
até encontrar o grande oceano da Vida.

Entrego sua alma à misericórdia de Deus,
sob o manto de Nossa Senhora Aparecida,
Mãe que acolhe e guarda.

By MângelaCastro — 29/01/2026
😪🙏💓💜

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Quando o Sinal Alerta, a Vida Vem Primeiro ...

Fé não dispensa prudência. Deus nos protege, sim — mas preservar a vida também é um ato de amor e discernimento.

Bom dia com prudência, razão e fé...

Acordei em silêncio e discernimento depois de ler sobre um raio que caiu sobre uma multidão reunida em um ato político.

O que mais me inquietou não foi o fenômeno natural, posto que este vem ocorrendo por quase todo nosso planeta, as estações climáticas mudaram e estão mais redundantes, estrondosas — mas a pressa em chamá-lo de “sinal de Deus”. É preciso cuidado ao intitula-la.

Na Escritura, Deus se manifesta com poder, sim, mas não para ferir o Seu povo.
Em Êxodo 19, o trovão e o relâmpago recaem sobre o monte Sinai, não sobre a multidão que seguia Moisés. O povo é preservado. O sinal não é destruição, é orientação.

Junto ao trovão veio a Lei — não o castigo.

Tudo o que vem de Deus chama à ordem, à consciência, à vida.
Nunca ao caos, à morte ou ao medo coletivo.

Deus fala, mas fala com amor.
É Pai — e Pai corrige educando, mostrando caminhos, iluminando escolhas.
Sua voz não se confunde com a imprudência humana, nem com discursos que colocam vidas em risco.

Vivemos um tempo que inspira cuidados.
O clima está alterado, mais intenso, mais instável em todo o planeta — isso é fato.
Fé não dispensa responsabilidade. Confiança em Deus não elimina prudência.

Há um ditado simples e verdadeiro:

Deus protege, sim — mas que cooperemos fechando bem nossas portas.

Proteger-se também é um ato de fé.

Cuidar da vida é reverência.
Discernir é espiritualidade madura.

Deus é luz que dissipa o medo, não o produz.
É segurança, não exposição irresponsável.
É amor que preserva, não espetáculo que fere.

Que saibamos ouvir Sua voz —
não no estrondo que assusta,
mas na consciência que orienta.

Nos passos de luz que nos conduz...

Quem lê com atenção a história vivida por Jesus pode discernir:

Ele falava ao povo em campos abertos, à beira do mar, e até em meio às tempestades — sempre protegendo. Mas, ao pressentir perigo ou perseguições infundadas, preservava-se e também aos seus, reunindo-se em ambientes seguros: cavernas, casas de amigos, lugares discretos. Jesus nunca afrontou, nunca subestimou o risco. Manifestou Seu poder sem se impor, sem ferir — ensinando que fé e prudência caminham juntas.


By MângelaCastro - 26/1/2026

domingo, 25 de janeiro de 2026

Sob o Teu Manto, me mantenho no modo de espera ...

By MângeaCastro - 25/1/2026 

Bom dia....Talvez eu esteja querendo passar um recado, que alcance endereço certo —

O coração de alguém ...ou a mim mesma, que acredito que é o que seja. Leio os acontecimentos dos últimos tempos, entre o ficar estupefata,😟 e depois me aliviar, revejo histórias de vida, percebo que tudo o que era, permanece sem alterações, fico com a certeza de que ninguém muda ninguém, quem nasceu para ser "rei, nunca perde a majestade"... e aguardo respostas da própria vida no modo de espera:

sem buscar,

sem inflamar os sentidos,
apenas permanecendo.

Hoje, amanheci assim.
Logo cedo, relendo a vida que passa como um filme em minha mente.
Entre notícias, mudanças e o agora,
algo em mim escolheu silenciar.

Entrei no modo de espera, sem ficar estagnada —
como as águas frias e límpidas, de um córrego 

que corre ao encontro do mar.
Anseia renovações,
cura da alma,
porque, quando ela se cura,
tudo o mais flui naturalmente.

Então, hoje amanheci assim:
nem dor, nem alegria — só silêncio confiado.

Uma oração nascida no colo de Nossa Senhora.
Enquanto fazíamos nossa consagração a Ela,
as palavras vieram ao meu pensamento.
Eu apenas as acolhi
e escrevi:_


Mãe Aparecida,

hoje amanheci assim,
como uma pequena rama fina ao vento,
buscando alívio
sem saber ainda de onde ele virá.

Amanheci como letra morta,
sem endereço certo,
sem força para gritar sentido.
Tudo em mim parece aquietado,
amornado,
apenas sentindo…
e nada mais.

Não trago pedidos grandes,
nem palavras bonitas.
Trago esse silêncio cansado
e coloco em Tuas mãos.

Se minha alma hoje não sabe caminhar,
que ao menos descanse sob Teu Manto.

Sob teu Olhar...
Mãe Aparecida,

Se não sei rezar,
reza Tu por mim.
Se não sei esperar,
ensina-me apenas a permanecer.

Guarda-me, Mãe,
neste estado em que não dói,
mas também não floresce.
Porque sei
que até a semente,
antes de romper a terra,
fica quieta,
no escuro,
confiando.

Mãe do Belo Amor.

Que assim seja, amém!

Só me inspira dizer, quando tentamos mudar destinos sofre-se ____"se te quedas em sofrimento e dor "espera na oração: na certeza de que  nada do que esperamos em Deus fica sem resposta, confie, ela virá....


meu filho!

Amém.





sábado, 24 de janeiro de 2026

À Beira do Fogo: São Francisco de Sales e a Soberania da Caridade

 ___Nem todo remédio é suave, mas toda palavra precisa de caridade. Uma reflexão inspirada por São Francisco de Sales. Patrono dos escritores e comunicadores em geral, e hoje ele é comemorado ___  Assim como comemoramos também os 200 anos de Comunhão Diplomática entre Brasil e Santa Sé (Vaticano) Roma eclesial também está em festa. 🙏🙏💥

Nesta foto está Pedro nosso líder de comunidade (3) do Caminho Catecúmeno de Franca-SP, que fiz parte por alguns anos, tendo iniciado junto à comunidade de Pedregulho-SP, cidade que cresci, logo após prepararmos a mesa da Eucaristia.... É sempre uma celebração, preparar a mesa para a Santa Ceia com o Senhor ...

Bom dia, aqui já amanheceu tem um tempinho, e minha imaginação voa no tempo, e retorna a uma mesa de madeira rústica, uma cadeira, um vidrinho de tinta e a pena de uma caneta, a cena flui em meu pensamento nesse momento, ___São Francisco de Sales debruçado sobre papeis, com a xícara de café do lado, soltando vapor, é um momento inspirador, em Deus, nos seus projetos, e toda essa escrita dançando aos ventos, impressa em folhas de papeis amarelecidos pelo desgaste do tempo, atravessam séculos e chega quente como o café na chapa esperando ser servido...

☕✨

Junto a essa cena, me vejo também sentada a seu lado, apenas observando, quedo-me silenciosa à beira do fogão a lenha.

As brasas, sempre acesas, como o Espírito Santo de Deus, aqueciam o ambiente e os pensamentos, enquanto uma xícara de café me aguardava, como quem convida a escrever sem pressa. Há silêncios que falam, e há lugares simples que favorecem escutas profundas.

Nesta manhã, ao acompanhar a Santa Missa, enquanto nosso pastor maior Dom Orani João Tempesta, se encontra em Roma, representando-nos na comunhão com a Sé Apostólica Romana Diplomática, meu coração foi conduzido à memória de um santo que há séculos inspira escritores, comunicadores e todos aqueles que tentam servir ao bem por meio da palavra.

São Francisco de Sales.

Homem de origem nobre, mas de espírito simples e pastoral. Conhecia bem as fragilidades humanas e não se iludia com idealizações excessivas. Observava o mundo com realismo, sensibilidade e um humor leve, que nunca feriu, mas sempre curou.

Com fina ironia e profunda sabedoria, dizia:

“O mundo está a tornar-se tão delicado que, em breve, já não se ousará tocá-lo senão com luvas de veludo, nem medicar as suas chagas senão com cataplasmas de cebola; mas que importa, desde que os homens sejam curados e, em última análise, salvos? A nossa rainha, a caridade, faz tudo pelos seus filhos.”

 

Nessas palavras, reconhecemos um pastor que compreendia o tempo em que vivia, mas que jamais perdeu de vista o essencial. Para ele, não era o método que salvava, nem a forma, nem o rigor isolado ou a doçura excessiva. O critério maior sempre foi a caridade.

Essa visão encontra eco na exortação bíblica de São Tiago (2:26), quando nos recorda que a fé não pode permanecer apenas no discurso, pois, se não se traduz em obras, torna-se estéril. A palavra precisa ganhar corpo, gesto e presença.

Inspirada pelos ensinamentos de São Francisco de Sales, compreendo que escrever também é um ato de serviço. Não escrevo por pretensão, mas dentro das minhas possibilidades, ainda com passos lentos e pensamentos por vezes frágeis. Faço o que posso, confiando que Deus age para além das limitações humanas.

São Francisco de Sales nos ensina que a verdadeira devoção se revela na vida cotidiana, nas pequenas ações feitas com amor e fidelidade. A palavra, quando nasce da mansidão e da verdade, deixa de ser apenas letra e se transforma em caminho.

Que a caridade — rainha soberana — continue governando nossas palavras e atitudes, para que não permaneçam apenas registradas no papel, mas alcancem os corações que precisam ser tocados. E que toda semente lançada com sinceridade encontre, no tempo certo, o seu florescer.

P.S: ___Carta Apostólica “Totum Amoris Est” (“Tudo pertence ao amor”) — é uma carta apostólica do Papa Francisco por ocasião do 400º aniversário da morte de São Francisco de Sales. Nela, o Pontífice destaca o legado espiritual do santo como um guia para nosso tempo, sublinhando que São Francisco de Sales soube ajudar os outros a buscar a Deus através da caridade, da alegria e da liberdade.

Título: Totum Amoris Est — “Tudo pertence ao amor”
📍 Publicada em 28 de dezembro de 2022, pela Santa Sé. 


By MângelaCastro - 24/1/2026






sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

É Preciso Fazer de Novo: Um Sonho, Uma Preparação”

 

____Às vezes, Deus nos fala em silêncio — e os sonhos se tornam pontes de auxílio, cuidado e autoconhecimento. Ouvir o que a alma revela também é uma forma de se evangelizar, se educar para a vida. ____

Assim, hoje eu vos convido a: ___observar, acolher, discernir, agradecer pelo dom da vida e as experiências que Deus nos concede todos os dias de infinitas formas e sinais, pontes de amor, de alivio para o cansaço, de fortaleza e cura para a alma, para enriquecer nossa jornada… e seguir.

E assim desperto para mais um dia de trabalho e partilha espiritual, com desejos de um bom dia e de paz para os paises em guerra, em conflitos, fazendo acordos, principalmente os que se intitulam cristãos!

Deus conosco, sob as bênçãos de Nossa Senhora! Assim, sem contestar os caminhos que Deus preparou para essa minha jornada, seja envolta em marés revoltas, ou brandas com leve sopro para a alma, então, me sentindo abraçada por essa proteção, que iniciei minha manhã orante e reflexiva. Pois, na noite passada, que se despedia — já quase amanhecendo — vivi um encontro que ficou pulsando em mim como revelação silenciosa. Um sonho que me inspirou às verdades de Jesus. (Atos 2:17"Jeremias 29:11, Daniel 2;28, Gênesis 37:5

Esses versículos mostram que Deus pode usar os sonhos para comunicar Seus planos orientar nossas vidas.

Veja bem, foram anos valorosos para mim o que agora compartilho. Estive com uma irmã de fé, de caminhada e de trabalho no bem. Mulher íntegra, caridosa, de profunda espiritualidade e amor ao serviço fraterno. Como todo grupo que se propõe a evangelizar pelo exemplo, vivia os ensinamentos de Jesus na prática cotidiana da caridade, do acolhimento e da fraternidade. Foi uma irmã entre tantas outras que presidiu, com dedicação e amor, uma casa de sopa onde aprendi a servir, por mais de dez anos — um tempo de preparo espiritual vivido de forma simples e quase anônima. Essa experiência sempre me recordou o próprio Jesus, que antes de sua vida missionária passou por um período de recolhimento, oração e amadurecimento espiritual junto a comunidades de profunda fé e vida fraterna, como a dos essênios. Ali a pedido da espiritualidade da casa, muito bem dirigida, aprendi a exercer meu dom de escrevente e cresci na escuta interior, compreendendo que a verdadeira evangelização começa no silêncio do coração e se expressa no cuidado com o outro.

No sonho, essa amada irmã,(deixo de citar nomes para cuidar da privacidade familiar, e aqui, denominar pessoas não é o objetivo da postagem mas compartilhar minha experiência espiritual e filosofia de vida.) ela estava com seu esposo, agora viúvo, que ainda caminha no meio de nós, em um quarto muito pequeno, simples, quase provisório. Parecia que haviam chegado ali a convite de um senhor que lhes arrumara aquele espaço em um prédio. Sentei-me ao seu lado, numa cama ainda por arrumar. Tudo ali me dizia que o ambiente precisava ser reorganizado, preparado.

Ao nosso lado, havia uma colcha de retalhos, bem colorida. E eu, inquieta, insisti em perguntar:

É isso mesmo que você quer, a chamando pelo seu nome!?

Com a calma que sempre lhe foi própria, ela me respondeu:

Sim, Maria. É preciso fazer de novo. Tentar de novo, me respondeu ela…

"___nascer novamente, sendo velho. Jesus esclareceu que novo nascimento é 

espiritualnão físico, envolve nascer "da água do Espírito" (João 3:5).

Depois que saí daquele lugar, deparei-me com uma jovem mãe, com dois filhos ainda bebês. Em meus braços, eu segurava uma menininha — que no sonho seria filha do meu filho. Vi então meu próprio filho dormindo tranquilamente entre duas crianças.

Disse à moça, que no sonho era amiga dele:

Olhe… não precisa se preocupar. Eles estão bem. Estão em paz.

Na terceira e última cena, vi minha irmã saindo de carro. Um carro diferente dos que estamos acostumados a ver. Na carroceria, havia uma grande pele de um animal — parecia a pele de um boi. Dentro do carro, três moças que não conheço, que não fazem parte do meu círculo de convivência. Elas seguiam para uma festa, estavam bem trajadas e com cores claras, o carro era sem capota, estilo de jovem, e tinha uma tonalidade creme bem suave.

No fundo, senti um leve receio. Mas, ao mesmo tempo, sabia que tudo seguia conforme precisava ser.

De repente, uma das moças desceu do carro e resolveu voltar para casa. Sentiu medo. Logo atrás dela vinha minha irmã, correndo de volta também.

Perguntei:

O que aconteceu, Margo? Por que estão voltando?

Ela me respondeu:

Ela não quis mais seguir viagem. Então resolvi voltar com ela, para que não voltasse sozinha.

E então acordei.

O que ficou em mim, sobretudo do encontro com a irmã da casa da sopa, foi a sensação clara de preparação. Como se ela estivesse se organizando para refazer sua vida, em outro plano, em outro tempo, em outra forma de serviço.

Porque, como ela mesma me disse:

____“É preciso, Maria, tentar de novo. fazer de novo” (João 3:5)

Dessa forma, percebo que nossas idas e vindas sejam exatamente isso: convites da espiritualidade para recomeços necessários. É como coser uma grande colcha de retalhos, nossos pedaços de vida, vamos assim fechando um quadro e abrindo um novo, nada deve ficar por fazer, incompleto ...

Lembro-me de Chico Xavier, em aparição a José de Paula, esse mesmo contou-me quando lhe fiz uma visita no leito de dor, segundo ele em visão em sua casa, Chico lhe disse com doçura e humor, o chamando por um apelido mútuo, cujo não mais me recordo :

Você está pensando que estou aqui descansando numa rede? Nada disso, meu amigo… sigo trabalhando.

José de Paula, foi presidente de um centro espírita em Franca, também Kardecista, de fraternidade e oração, distribuíam sopas, pães, cobertores no frio, confidenciou-me certa vez quando retornei à sua casa a seu convite para falarmos sobre os tempos de Jesus, que tinha medo de partir e deixar seu trabalho incompleto, eu lhe respondi, que ele podia ficar tranquilo porque nada fica incompleto. Algum tempo depois, também ele retornou à Pátria Espiritual, acometido por um câncer, seu trabalho aqui entre nós, com certeza segue no auxilio. E ficou para mim como legado, sua afirmação, quando saindo da casa de sopa se voltando para trás, olhou para mim, e me disse: ______Nunca te esquecerei!! Você pode "bater" a sua batida não dói"! Foi o ultimo aconselhamento que guardo comigo como tesouro de vida...

Hoje compreendo melhor: o trabalho não cessa. Ele apenas muda de plano, de forma, de vestimenta.

E talvez, no silêncio dos sonhos, o céu encontre maneiras delicadas de nos contar isso.


🌙 LEITURA ESPIRITUAL DO SONHO (EM SÍNTESE)

  • O quarto pequeno e simples → espaço transitório, preparo, adaptação espiritual

  • A cama por arrumar → continuidade do trabalho, nada está “finalizado”

  • A colcha de retalhos → vidas costuradas por experiências, perdas, recomeços

  • “É preciso fazer de novo” → lei do progresso, serviço contínuo

  • As crianças dormindo em paz → proteção espiritual, confiança no amparo

  • O carro e a festa → escolhas da vida, caminhos distintos

  • Voltar para não deixar ninguém sozinho → amor, responsabilidade espiritual, solidariedade que transcende planos


 FRASE FINAL : -Na espiritualidade, ninguém repousa no ócio. O amor nos chama sempre a recomeçar. Como semente lançada ao solo novamente. A VIDA, tanto espiritual tanto como verbo encarnado é sempre recomeços, nada fica estagnado ou perdido na estrada de nossas experiências, de nossos trabalhos, fé orante, tudo é luz, caminho, verdade (João 14:6 )🌿

By MângelaCastro - 23/01/2026
Enviado por MângelaCastro em 23/01/2026
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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Déjà-vu: quando a alma reconhece o caminho

Bom dia, boa tarde, boa noite… 

Saúdo assim porque meus leitores habitam muitos lugares do mundo, em estações diferentes da minha. E porque o sentir não obedece ao relógio.

Um spoiler ____Há lugares que visitamos pela primeira vez…
mas a alma reconhece como retorno. Entre natureza, silêncio e sinais sutis, 
vivi um déjà-vu de paz. 🌿✨

Hoje escrevo sobre uma experiência delicada e profunda vivida há duas semanas, durante uma viagem. Compartilho sem a pretensão de explicar ou afirmar verdades, apenas sendo fiel ao que senti.

Fui, a convite, visitar a família da namorada de meu filho, nas cercanias de São Sebastião do Rio de Janeiro. E, hoje, logo pela manhã já em minha casa, quando o mundo amanhece rogando paz, justiça, se celebra São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, e a missa por mim assistida, trouxe uma palavra que confirmou o que vivi: nossos passos são previamente preparados pelo Senhor. Assim como Davi teve seu encontro com Deus, por caminhos já bem traçados, também nós somos levados, mesmo sem perceber.

E convidados a acreditar que o que nos preparou pra vivenciar, é nosso, e ninguém terá o direito de nos tirar, seja o que for, paz, saúde, doença, lugares em que fomos chamados a nascer, tudo tem a Mão de Deus, seu propósito de vida para nós, e ninguém, ninguém, tem o direito disso modificar, sem sofrer as duras consequências!

O que seria apenas uma visita de apresentação transformou-se, para mim, em uma revelação interior. Logo nos primeiros dias, o anfitrião precisou ser internado e permanece em recuperação, inspirando cuidados. A família entrou num tempo de apreensão, vigília, e seguimos em oração.

Em meio a esse cenário, vivi momentos de solitude. Transformei a estadia em um retiro íntimo e orante. A natureza me envolvia com uma serenidade quase curativa. O corpo estava são, mas a alma pedia silêncio, repouso e cuidado.

Ali, algo se confirmou em mim: estamos, sim, nos caminhos que Deus nos prepara. São trajetos inéditos, mas que, ao serem percorridos, despertam uma estranha familiaridade — um déjà-vu da alma. Talvez você já tenha sentido isso: reconhecer pessoas que nunca viu, amar sem saber por quê, não se sentir estrangeiro onde nunca esteve, experimentar alegria mesmo em meio às circunstâncias difíceis.

A psicologia explica o déjà-vu como um fenômeno neurológico. Mas a espiritualidade atravessa camadas mais profundas, onde o tempo não é linear. Santo Agostinho compreendia essas vivências como uma memória da alma em Deus, experiências que ultrapassam os limites da matéria.

Não sei explicar. Só sei que senti.

Aquela casa, aquela família, aquele ambiente… nada me era estranho. Eu caminhava segura, como quem retorna.

Algo também me tocou profundamente: meu filho cuidou de mim de um modo diferente, e silente. Sempre foi atento, mas ali havia um zelo quase instintivo, como se eu precisasse ser protegida, uma responsabilidade assumida por ele, nada podia me acontecer, do que parecia abstrato. Talvez ele também tenha sentido, sem saber explicar: era tempo de cuidado. Até em nossa chegada me senti incomodada, com sua conversa com o motorista do Uber, nada do que dizia fazia sentido naquele momento, parecia um GPS humano mapeando o lugar ....Afinal, eu não era nenhuma chefe de estado chegando kkkk ....

Perguntei-me: será que eu precisava voltar àquele lugar para recompor forças após um longo desgaste emocional? Será que Deus, em Sua delicadeza, conduziu tudo para que eu me refizesse?

Foi assim que senti. E nada quebrou a paz que vivi ali, nem mesmo a preocupação com a saúde do anfitrião.

Houve ainda um episódio simples, mas profundamente simbólico. No segundo dia, a anfitriã me chamou à beira da piscina. Na janela da cozinha, diante de uma grande amendoeira, um grupo de saguis brincava entre os galhos. Saltavam, pareciam celebrar, e até me “apresentaram” um filhotinho. Filmei, sorri, fiquei eufórica. Logo desapareceram. Claudete me disse: “Eles vieram te saudar. Há dias não apareciam.”

Durante toda a estadia, não os vi novamente.

No dia da despedida, algo mudou nos planos: ficamos mais uma semana. Até o retorno aconteceu de forma inesperada e perfeita, como se aquela fosse, de fato, a data preparada — não por nós, mas pela Providência.

Na manhã da partida, um dos saguis apareceu sozinho no galho diante da janela do meu quarto. Ficamos ali, eu de dentro, ele de fora, em silêncio, por alguns minutos. Depois foi embora. Claudete sorriu e disse: “Veio se despedir.”

Eu acredito nessa sintonia. Nessa cumplicidade do puro e do belo. Na forma delicada com que Deus se revela através da criação, como nos lembra Romanos 1:20.

Esses encontros não são novidade em minha vida. Antes da viagem, cuidei de uma pequena pomba ferida em meu quintal. Alimentei, hidratei, observei sua recuperação. Quando chegou o tempo, ela partiu. Nada foi forçado. Tudo aconteceu no tempo certo.

Para mim, isso não é magia. Não é acaso. É providência. É revelação.

E você, o que pensa?
Será que a alma reconhece caminhos antes mesmo da razão?

Com carinho,
MângelaCastro
20/01/2026

P.S> os vídeos e algumas fotos dessa viagem estão na página do meu facebook, no Grupo Catequese do Amor.
 Enviado por MângelaCastro em 20/01/2026
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domingo, 18 de janeiro de 2026

SAUDADE IMAGINÁRIA ...

___Há saudades que não têm memória,
mas habitam a alma como se sempre estivessem ali.
Talvez não seja do que vivi, mas do que sempre soube que era possível sentir. ___

Um convite, não solte o fio!! ...

Há janelas que não se abrem para fora,
mas para dentro da alma.

Hoje amanheci com uma alegria mansa no coração,

Notícias que atravessam fronteiras, trazem alívio,

respostas pras manhãs em oração ....

E ...
uma fé lagrimosa, dessas que não fazem alarde,
mas dão resposta em silêncio —
como se a missa tivesse falado direto comigo.

Nos meus despertares da vida, quase incontáveis,
muitas foram as vezes em que me debrucei
na janela da minha casa.
Desde a adolescência até a maturidade,
experimentei ali minha solitude.

E então vinha — vem ainda —

uma saudade estranha.
Não tem imagens, não tem cores definidas,
não traz sons, perfumes ou sabores, apenas o encanto

de olhar para o céu a noite e piscar no ritmo das estrelas,

ou no por do sol que lentamente se esconde trás o monte ...
É uma falta que se faz presente sem memória.

Lembro da brisa leve roçando meu rosto de menina,

Não via, mas sentia  a energia...
ainda sem compreender a vida que já se mostrava difícil.
Eu, sozinha com minhas emoções,
sem saber nomeá-las,
sem segredar os sentimentos que se entrelaçavam
como galhos, folhas e flores ao vento.

Meus pensamentos vazios.
Há apenas eu
e uma saudade que dói.
Sem história.
Sem passado.
Mas viva.

Sentir falta de algo que nunca foi vivido
pode parecer contradição,
mas aprendi com o tempo,

que é experiência comum da alma humana.
Ela nasce da memória, da imaginação
e das escolhas que ficaram pelo caminho.

É uma nostalgia antecipada, até engraçada!
Uma saudade imaginária. sentindo carinho.

A mente cria cenários, olhando para estrelas, pores do sol, 

sentindo desencontros e possibilidades
tão carregados de afeto, como nuvens trazendo consigo ventos,
que passam a doer como lembranças reais.

Muitas vezes, o que falta não é o fato, não é afeto,
mas o que ele simboliza:
o desejo de pertencer,
de amar profundamente,
de ser livre,
de ser reconhecida.

E para isso não se tem idade...

Eterna é nossa mocidade...

Talvez não seja explicado e do que não aconteceu,

mas do que a alma sempre soube
que era possível sentir. Vozes que nascem
do eco de dentro de mim, de lembranças não lembradas..

By MângelaCastro - 18/01/2026
Enviado por MângelaCastro em 18/01/2026
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