✨ Entre panelas e orações, encontro paz.
Às vezes, a pausa também é fé em movimento. 🌷
✨ Entre Panelas e Orações, Encontro Paz
Às vezes, a pausa também é fé em movimento.
Meus queridos(as), bom dia com alegria.
No amanhecer quaresmal, em meio a uma reunião de família, percebi o quanto ainda preciso exercitar a paciência do outro. Com uma pitada na descendência de italianos, tenho uma mistura boa na genealogia, somada à advocacia por convicção, sempre pronta a ajudar nas contendas — às vezes me excedo nas palavras e nos gestos. Tudo é alegria, tudo é intensidade. Mas a conversão também passa pelo aprender a silenciar… e ouvir. Tenho dito!
Encerrado meu ritual com a bênção dos óleos para a cura do corpo e da alma, senti que minha própria cura começa quando dou bom dia a Deus e permito que Ele conduza meu dia. Foram momentos orantes e sinceros: na quarta-feira, com o Padre Robson de Oliveira, abençoei um pequeno frasco de azeite; na quinta, com Dom Frei Fernando Antônio Figueiredo, consagrei outro por intenção familiar — e também o azeite que alimentará nossa mesa.
Porque, em verdade, nada somos sem Deus.
Terminadas as orações, voltei às tarefas do cotidiano, entre tentativas de acordos judiciais e demandas da vida prática. Então, fiz uma pausa.
Fui para a cozinha.
Preparar a refeição é, para mim, quase um rito sagrado. Ao mexer as panelas, organizo pensamentos. Ao cortar os temperos, aparo preocupações. Ao sentir a água escorrer pelas mãos, algo dentro de mim também se aquieta.
Aprendi, no Caminho Neo Catecumenal, que o preparo do alimento pode ser oração. Silêncio, respeito, intenção. E minha mãe já ensinava: “Basta uma pitada de amor, minha filha.”
Não vou à cozinha para fugir dos problemas, mas para entregá-los por algumas horas nas mãos de Deus. Enquanto a água ferve, a alma esfria. Enquanto o alimento nutre o corpo, o silêncio nutre o espírito.
E que a Palavra eterna nos sustente, porque tudo passa — mas Deus permanece.
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