Nem sempre um sorriso meio torto significa um sinal de problema de saúde.
Por exemplo, eu o tenho hoje, mas nem sempre foi assim. Não porque esteja doente. Embora, independentemente da situação, todos estejamos sujeitos a sermos surpreendidos por algum desafio de saúde ou mesmo por alguma alteração estética — que é o meu caso.
Confesso que hoje, isso não me incomoda tanto, ou só um pouquinho, rs senão, nem estaria aqui escrevendo sobre, né não?. São escolhas da vida. Quanto mais sorrio, mais meus lábios parecem pender para um lado, o médico amigo já havia me alertado. Houve uma época em que os olhares críticos me incomodavam, principalmente daqueles que conheceram o sorriso da minha adolescência, realmente muito bonito, com covinhas e tudo mais que tinha direito, com aparência de uma manhã de frescor de um belo florescer perfumando a vida.
Hoje, porém, mais madura e menos vaidosa, já não me importo. Não vou deixar de sorrir ou de dar boas gargalhadas só porque isso incomoda alguém. Vou continuar sorrindo e vivendo minha vida da forma que considero correta.
E, não devemos nos incomodar tanto com as peculiaridades que os dias nos oferecem, tudo serve de aprendizado, porque no meio dessa estrada de mão dupla, acredite: temos muitas boas histórias para contar, independente de nossos sorrisos ou lágrimas.
Veja, bem: ___Há muitos anos, quando ainda cursava a faculdade, sofri um grave e quase fatal acidente automobilístico.
Naquela época, o uso do cinto de segurança ainda não era uma exigência como é hoje, não tínhamos essa conscientização de preservação da vida. Eu estava no banco do passageiro, completamente livre, leve, feliz e solta, totalmente absorta, conversando com minhas amigas sentadas no banco traseiro. Com o impacto, fraturei o maxilar inferior em três lugares. Recordo que a dar entrada no hospital de fraturas e acidentados, quando o médico se aproximou de mim, puxando meu maxilar para a frente e para os lados, me perguntou se eu usava dentura, eu respondi que não: Naquele momento senti o quão grave fora o ferimento. Meu pensamento na hora foi até minha mãe, que havia pedido para eu ficar em casa naquela noite, eu não a ouvi, e fomos jantar em um restaurante de estrada, na época era o "top" do momento e foi na volta e dentro da cidade que tudo aconteceu. Naquele momento, só veio ao pensamento, uma rogativa à Nossa Senhora da Medalha Milagrosa: Roguei, que não me levasse embora, pois minha mãe muito sofreria e ficaria meio que desamparada! Eu sobrevivi, ficou sequelas, sim, mas o milagre da vida aconteceu, e hoje sou grata a Ela, à Medalha Milagrosa, cujo Santuário todo sábado, enquanto moramos em Uberaba, me dirigia com minha mãe para orar para ela. sim, eu acredito em milagres, acredito no poder da fé, no retorno das orações feitas com amor, ardor e crença que tudo podemos Naquele que nos fortalece, foram tempos muito difíceis que enquanto família, atravessávamos e nossa mãe lidava com uma depressão profunda, não era questão financeira, pois para isso trabalhávamos, mas era, questão de alma, que nem sempre compreendemos por que?!
Nossa mãe sempre foi uma mulher de labores, alegre, de bela voz, e cantava e nos encantava enquanto lavava nossa roupa no tanque do quintal, como uma bela colibri... De repente tudo mudou...mas não desmoronou, por conta de nossa fé! Por negligência do outro motorista, que acreditou na sorte, e calculou mal a distância, atravessou em nossa frente se colidindo frontalmente conosco! Passei por uma longa cirurgia e por um período extremamente doloroso, marcado por inflamações e limitações, só me alimentando com líquidos, sem poder conversar direito, quase um silêncio profundo, durante 50 dias, se prolongando um pouco mais, cheguei a pesar 48 kg, ou menos. Um dos côndilos — pequeno osso responsável pela mobilidade da mandíbula — permaneceu deslocado mesmo após todos esses anos.
Os médicos me ofereceram a possibilidade de uma nova cirurgia, para a devida correção, mas optei por não realizá-la. Foram cinquenta dias com amarrilhas nos dentes, a boca praticamente travada e alimentando-me apenas de caldos. As sequelas ficaram, mas a vida continuou.
Por isso, não julgue apenas pela aparência. Antes, procure conhecer a verdade que pode estar escondida junto com o sorriso de Deus, por trás dela.
Agora, se você nunca sofreu um acidente semelhante e percebe que, de repente, sua fala ficou embolada, seu sorriso entortou ou houve perda de mobilidade facial, procure atendimento médico o mais rápido possível. Somente um profissional poderá avaliar corretamente seu estado de saúde física e mental.
Aqui um ínterim: um amigo de trabalho, espírita, e sua esposa também nossa dentista, me ajudaram muito, carregar o peso dessa minha "via crucis", me levando como alternativa, para uma cirurgia espiritual, já que a medicina dos homens não conseguia estancar uma séria inflamação no local da cirurgia, cuja marca carrego comigo, bem debaixo do meu queixo, então, literalmente, quebrei o queixo rsss sorriso... o médico espiritual que se aproximou de nós naquela fria sala de consultório, me consolou dizendo: ___Maria, você acabou de subir o primeiro degrau da evolução, quantas vidas eu tiver, quantas vidas lembrarei dessa minha passagem junto com a Medalha Milagrosa, e Deus, o Doutor, abriu, exalando um forte odor na sala, fez uma curetagem no osso, eu continuava alerta, sem anestesia, meu pensamento só orava naquela momento, pois, mesmo se aplicassem, a anestesia, não surtiria efeito por conta da forte inflamação, ele não podia me colocar pra dormir, pois estávamos em uma clínica odontológica particular, mas, pasmem, NÃO senti dor, nem depois do procedimento, e foi realizada por um dentista que inclusive era professor na faculdade de Odontologia (FIUBE) de Uberaba, anos 80, todos no campus, tomaram conhecimento do trágico acidente e por milagre ter sobrevivido, ele, foi professor de meu irmão mais velho, depois dessa cirurgia, a inflamação cedeu, e agradecida até os dias atuais, sigo o curso da vida, entre quedas naturais e levantes, faz parte da nossa humanidade, mas tudo é motivo de crescimento espiritual, aprendizados ...
O bom cristão não deve julgar pelo próprio senso
Diz a Sagrada Escritura:
"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça." (João 7:24)
Esse versículo nos recorda a importância de avaliar as situações com equilíbrio, prudência e justiça, e não apenas pela aparência ou pela opinião de terceiros, cada um de nós crendo ou não, teremos esse nosso degrau de amadurecimento.
As pessoas têm o péssimo hábito de julgar umas às outras por motivos aparentes ou pelo que ouviram dizer. Muitas vezes desconhecem as reais circunstâncias, os sofrimentos, as intenções e os fatos que estão por trás de cada história.
A própria crucificação de Jesus ocorreu em meio a incompreensões, acusações e julgamentos precipitados. Ele teve a oportunidade de se defender, mas escolheu o silêncio e a entrega à vontade do Pai. E acredito que quando silenciamos, não damos revanche ao mal, creia, as Mãos de Deus, seu julgo, pode sim ser pesado contra esse, as tentações cotidianas seguem, famigeradas, nefastas, nos cutucando, mas, chegará um dia que cansados de sofrer pela ignorância, ensimesmados, de "queixo duro", se tornará mais maleável, então enfim, aceitaremos os desígnios que Ele nos ofereceu por amor, e para nosso bem, por mais improvável que pareça ser.
Também em nossa vida cotidiana acontece algo semelhante. Uma pessoa pode ter dedicado anos ao bem da família, da comunidade ou da sociedade. Porém, basta um deslize, uma frase mal compreendida ou uma comunicação incompleta para que seja julgada severamente.
O julgamento social, muitas vezes, pode ser mais cruel do que o jurídico.
A língua é um membro pequeno, mas pode causar grandes estragos. E até mesmo as melhores testemunhas podem se afastar por medo ou insegurança, posto não querer se envolver nas demandas.
Lembremo-nos de Pedro, escolhido pelo seu próprio Mestre, mesmo após à Sua rejeição, por três vezes, o primeiro Papa da Igreja Católica, da Comunidade Nascente, as "coisas de Deus", não se explica, foi e continua sendo um grande mistério para nós outros. Tão fiel ao Mestre, mas que, na hora decisiva, teve medo e o negou. Mais tarde arrependeu-se profundamente, é fato, até pediu perdão, mas os seus tristes gestos, ações, já haviam sido feitos, e seus efeitos já haviam alcançado muitos corações.
Nem tudo é o que parece ser!
Muitas vezes os fatos chegam até nós como uma história incompleta.
Uma pessoa conta uma versão. Outra acrescenta um detalhe. Uma terceira modifica o sentido. E, quando percebemos, o final já não se parece em nada com o início.
É como nos romances policiais de Agatha Christie. O leitor passa páginas inteiras imaginando culpados, criando teorias e formulando probabilidades. Quando chega ao desfecho, descobre que quase nada era como parecia.
Ou como no antigo "telefone sem fio", que nós brincávamos quando crianças, amarrava uma lata que se estendia com um cordão até se conectar com outra lata, eram dois ouvidos, e duas falas, em que a mensagem, ou a brincadeira de passar anel, com uma mensagem no ouvido, chega no final, completamente diferente daquela que foi transmitida inicialmente. Ou o antigo telégrafo, mais sério ainda, meu pai foi telegrafista, dedos ágeis o manuseavam em códigos de corados, se errasse um único código, a mensagem chegaria sim do outro lado, mas, truncada ... Assim são hoje em nossa modernidade tecnológica, as conhecidas "fakes News", que muitas são induzidas como verdades, só que não!
Se nem tudo sabemos sobre nós mesmos, imagine sobre os outros, aliás, quem somos afinal?
Há muito chão percorrido, muita poeira engolida, muitas lágrimas escondidas e inúmeras páginas que desconhecemos na história de cada ser humano. Nem mesmo as biografias, que nos são reveladas pelo próprio autor, são de inteiro teor de verdade, nem tudo contamos.
Por isso, antes de julgar, procure compreender.
Antes de condenar, procure ouvir.
Antes de concluir, procure conhecer.
Talvez aquele sorriso de canto de boca não seja ironia.
Talvez seja apenas uma marca que a vida escreveu no rosto de alguém.
Sob O olhar de Deus
A Bíblia nos ensina:
"O Senhor não vê como vê o homem. O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração." (1 Samuel 16:7)
As aparências podem enganar.
Jesus, mesmo sendo o Salvador, foi rejeitado por muitos porque não correspondia às expectativas humanas.
Esses ensinamentos nos convidam a valorizar a essência das pessoas e a evitar julgamentos precipitados.
Afinal, cada rosto carrega uma história.
E cada sorriso, por mais imperfeito que pareça, pode esconder batalhas vencidas, dores superadas e lições que somente Deus conhece.
Toda explicação fica pela metade, pois o homem não consegue terminá-la


