Princípio de vida primordial, que devemos aplicar em nossas tratativas: ___“Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei.” (1 Pedro 2:17)
BOM DIA, CARÍSSIMOS IRMÃOS E IRMÃS EM CRISTO JESUS! 🌷
A palavra de hoje nos convida a professar a nossa fé, a nossa crença, mas acima de tudo exercitar a paz!
Quando escolho silenciar sobre contendas que podem influenciar no meu dia a dia, é justo, ou é esse calar da minha voz, omissão?
Ora, bem nos disse Jesus: "Não vim trazer a paz, mas a espada" (Mateus 10:34) ou seja, os seus ensinamentos tenderiam a trazer divergências, discordâncias, entre familiares, amigos, posto que, não estavam, e ainda não estamos, totalmente preparados, e com sabedoria necessária para entendermos uns aos outros, sem que a discussão tome conta! Não era para ser assim.... mas, acaba sendo, não é mesmo?
Como viver os ensinamentos de Cristo na sociedade sem nos omitirmos diante das questões que afetam a dignidade humana?
Para mim, é difícil falar em dignidade humana afastando-a de nossa fé e da política exercida como cidadania, em favor do povo e do bem comum. Como separar os ensinamentos de Jesus da vida em sociedade, quando tanto nos falou sobre o amor ao próximo, a justiça, a compaixão e o respeito à dignidade humana?
Talvez alguns temam que, ao aproximarmos Jesus das questões políticas, seus ensinamentos sejam contaminados por nossas disputas, divergências e interesses particulares. Compreendo essa preocupação, pois a fé não deve ser instrumento de manipulação ou de conveniência partidária. Entretanto, será que devemos, por esse receio, deixar de refletir sobre a responsabilidade social que também faz parte de nossa vivência cristã?
É com esse propósito que trago, hoje, uma postagem mais questionadora do que conclusiva. Não pretendo oferecer respostas definitivas, até porque também não as tenho, as quais possam agradar a todos, mas compartilhar inquietações e convidar à reflexão.
Ser cristão no mundo em que vivemos não é uma tarefa fácil. Os desafios do dia a dia, as provas, as lutas e as tribulações tentam, a todo momento, enfraquecer nossa fé. Mas não podemos desistir de viver os ensinamentos de Cristo, inclusive em nossas atitudes como cidadãos.
E, quando o assunto é política, vale lembrar a Palavra de Deus, que nos orienta não apenas em nossa relação com o Senhor, mas também em nossa convivência com o próximo.
🌷 Eis a questão que deixo para nossa reflexão: como professar o amor de Cristo e defender a dignidade humana sem nos preocuparmos com as escolhas, as leis e as políticas sociais que interferem diretamente na vida de nosso povo?
Você caro amigo (a) pode perceber que esta manhã chegou, chegando... (😊), trazendo consigo um pensamento que merece nossa reflexão: não existe bom político, existe boa política; ou será justamente o contrário? Ou simplesmente nada disso"?
Em verdade, quando tudo parece perdido, a esperança pode abrir novos caminhos. Das Bodas de Caná às lições da vida pública, aprendemos que a fé nos fortalece, a razão nos orienta e a Justiça deve assegurar os direitos de todos.
Os acontecimentos políticos recentes, envolvendo integrantes da família Bolsonaro e os desdobramentos de investigações judiciais, levam-nos a refletir não apenas sobre as atitudes individuais, mas também sobre as consequências que elas podem produzir na vida pública.
Quando um representante político toma decisões que surpreendem seus próprios aliados, deixando perguntas sem respostas e exigindo uma reorganização partidária a toque de caixa para que não permaneçam "órfãos", cabe-nos pensar: o que deve prevalecer na política — os interesses pessoais ou o compromisso com aqueles que confiaram seu voto a determinado projeto?
É importante lembrar que investigações não equivalem a condenações. Em um Estado Democrático de Direito, a presunção de inocência deve ser respeitada, assim como as decisões judiciais precisam ser observadas, acatadas. A Justiça não pode servir à conveniência de grupos, mas tampouco deve deixar de cumprir sua função diante dos fatos e das provas.
Eis, então, a questão que me acompanha nesta manhã: será que precisamos de bons políticos para construir uma boa política, ou é a qualidade das instituições, das leis e dos princípios que pode orientar até mesmo aqueles que ocupam temporariamente o poder?
Talvez a resposta esteja na união dessas duas responsabilidades. Pessoas passam, partidos se reorganizam, governos terminam; mas os princípios republicanos, o respeito às leis e o compromisso com o bem comum devem permanecer.
Afinal, a política não deveria ser um instrumento para atender a interesses particulares, mas um caminho para assegurar direitos, promover a dignidade humana e construir uma sociedade mais justa, equânime.
Que a esperança não nos torne ingênuos, que a razão não nos roube a humanidade e que a fé jamais nos impeça de questionar, com serenidade, aquilo que precisa ser melhorado, e por que não cobrado daqueles a quem depositamos nossa confiança, o direcionamento de nossa vida familiar e social?
Porque uma boa política não se mede apenas pelo discurso de quem governa, mas pelos frutos que produz na vida de seu povo.
Assim pensando faço essa rogativa: 🙏 Que Jesus continue nos inspirando a boas atitudes e, sob as bênçãos de Nossa Senhora, saibamos permanecer em paz conosco, fiéis aos nossos princípios de vida e à ética cristã, sem nos esquecermos daqueles cuja dignidade e bem-estar também dependem de nossas escolhas e boas ações.

🌷 Paz e Bem!
By MângelaCastro - 28/10/2026